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A equipa está bem fisicamente à entrada para a segunda volta

No ano passado, foi uma equipa azarada, pois perdeu várias pedras importantes durante a temporada. Segundo o site mangameslost.com, o New England Patriots foi das equipas mais afetadas pelas lesões, mas mesmo assim conseguiu chegar à final da AFC. Porém, nesse jogo, principalmente na linha ofensiva, as ausências deitaram por terra o sonho de conquistar o seu quinto título.

Ao todo foram cerca de 245 jogos falhados pelos jogadores lesionados.

COMO FOI EM 2015

Tudo começou na pré-temporada, quando as baixas surgiram com uma regularidade assustadora. O wide receiver Brian Tyms, que era considerado candidato à quarta ou quinta vagas neste grupo, lesionou-se no pé; o* fullback* James Develin partiu a tíbia direita, e Darryl Roberts, uma escolha de sétima ronda que tinha dado excelentes indicações a cornerback, teve um problema no pulso. No dia 1 de Setembro foram todos colocados na lista de injury reserve e falharam a temporada.

O center Bryan Stork, devido a uma contusão cerebral, não jogou nos primeiros oito jogos, o wide receiver Brandon LaFell sofreu uma lesão no pé e esteve ausente nos cinco primeiros jogos.

Mas, o pior estava para vir.

Nate Solder, titular a tackle esquerdo, rasgou os bíceps a 11 de outubro, frente aos Cowboys e não jogou mais.

Inicialmente, Marcus Cannon mudou-se para o lado esquerdo, tendo Sebastian Vollmer ficado na direita. Mas, pouco depois, primeiro Cannon e seguidamente Vollmer também se lesionaram, obrigando a equipa técnica a recorrer a Cameron Fleming para jogar a* tackle* esquerdo e o entretanto regressadoBryan Stork na direita.   

Conforme seria de prever, quem sofreu as consequências foi Tom Brady, que passou a ser pressionado em 34,5% das suas tentativas de passe, situação que só não foi mais evidente porque o quarterback dos Patriots foi o segundo mais rápido da liga a lançar a bola.

Portanto, os Patriots chegaram a ter três rookies simultaneamente na linha ofensiva, Tre' Jackson, Shaq Mason e David Andrews.

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Na nona jornada, frente a Washington, surgiu um dos golpes mais dolorosos no ataque, quando Dion Lewis, o dinâmico running back, com fintas de corpo surpreendentes, rasgou o ligamento cruzado no joelho. Ainda não regressou à equipa e a sua ausência roubou alguma da versatilidade ao ataque.

E como se isso não bastasse, o outro running back,LeGarrette Blount, sofreu uma lesão no quadril na décima quarta jornada e também ficou afastado o resto da temporada. O veterano Steven Jackson foi contratado à última da hora, mas nunca conseguiu impor-se.

As outras âncoras do ataque também falharam jogos.

Julian Edelman partiu um osso no pé na décima jornada, frente ao New York Giants, falhou vários jogos, regressou para os play-offs, mas nitidamente inferiorizado.

Rob Gronkowski, depois de atingido brutalmente no joelho frente ao Denver Broncos, na jornada 12, inicialmente pareceu ter a época em risco, falhou dois jogos mas conseguiu recuperar.

Danny Amendola, também se lesionou no joelho e não jogou frente a Denver, mas recuperou a tempo de participar nos play-offs.

A pior semana talvez tenha ocorrido a 20 de Dezembro, na vitória, 33-16, sobre o Tennessee Titans, quando o linebacker Dont'a Hightower e o wide receiver Danny Amendola saíram do jogo por terem agravado as lesões no joelho; o safety Patrick Chung lesionou-se no quadril, Brandon LaFell eRob Gronkowski sairam a coxear.

A lista dos jogadores que falharam jogos, uns mais, outros menos, incluiu diversos outros titulares, tornando 2015, em termos de lesões, um ano para esquecer.

ESTE ANO ESTÁ MELHOR

Até ao momento, a situação clínica em 2016 tem sido muitíssimo mais favorável.

Bill Belichick Press Conference - 10/7/2015

"Estamos muito saudáveis", disse Bill Belichick durante a entrevista semanal na WEEI. "Temos a lesão do Jacoby [Brissett] no dedo polegar, mas ele tem vindo a melhorar, o Jonathan Freeney está na IR, e os outros jogadores estão na fase de recuperação."

Para a equipa técnica há a salientar que não há ninguém ausente dos treinos devido a lesão.

Quando lhe perguntaram se isso devia ao fator sorte, ou se, por outro lado, terá a ver com a preparação física e clínica, Beliichick respondeu que provavelmente se deve "às duas coisas. Temos tido bastantes lesões nos últimos anos e por isso analisámos tudo, e claro há vários fatores. Um deles é que jogamos mais jogos do que muitas outras equipas [devido à participação nos playoffs] e quando se acumula tudo isso durante uma década, estamos provavelmente a falar em mais uma temporada adicional."

Este é, portanto, um dos preços do sucesso da equipa. Mas, em Foxboro nada é deixado ao acaso.

"Temos continuado a fazer ajustamentos ao nosso sistema de treinos, às nossas rotinas e isso decerto tem sido benéfico," acrescentou Bill Belichick.

"Nós, tal como todas as outras equipas na liga, temos agora um plantel mais novo, o que não significa necessariamente que é por isso que há menos lesões, mas em termos gerais os jogadores têm a tendência de ter menos lesões no início das suas carreiras, comparativamente com jogadores que jogam há mais tempo."      

O estudo e análise feita à onda de lesões dos últimos anos parecem estar a proporcionar resultados práticos.

"Nós analisamos tudo isso muito cuidadosamente, especialmente no fim de temporada porque agora não temos tempo para isso," disse ainda Bill Belichick. "Analisamos tudo, que tipo de lesões foram, quando é que ocorreram as lesões, o que é que se pode fazer para as evitarmos. Obviamente as que estamos a tentar evitar são as lesões musculares, as que ocorrem sem contato, as distensões musculares. É difícil evitar que se parta um osso. Mas, as lesões que ocorrem sem que haja contato, as distensões musculares, são as que nós tentamos descobrir como é que se podem minimizar, e os nossos jogadores estão a trabalhar arduamente para as tentarem evitar."

Ainda é cedo demais para se determinar se as alterações efetuadas ao sistema de treino contribuiram decisivamente para este sucesso.

"Vai levar vários anos a analisar," reconheceu Belichick. "Se daqui a um ou dois anos estivermos aqui novamente a ter esta mesma conversa, então aí estaremos mais confiantes naquilo que estamos a fazer. Se for apenas durante seis meses, ou um ano, será uma aberração, ou é uma tendência? É preciso esperar por mais do que meia temporada, mas é bom estarmos como estamos."

Bill Belichick não revelou pormenores específicos que possam estar a contribuir para este melhoramento, mas o certo é que o clube contratou dois preparadores físicos; os treinos, com todo o equipamento, com os pads, agora são às quintas-feiras, dando assim mais um dia de descanso aos jogadores antes do contato físico nos treinos, e há um melhor acompanhamento das descargas físicas. Enfim, uma variedade de medidas que aparentemente estão a ter um impacto positivo na situação clínica da equipa.    

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