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Dante Scarnecchia explica melhoramento de Marcus Cannon

À entrada nesta temporada, a linha ofensiva, especialmente depois da desastrosa exibição na final da Conferência da AFC em Janeiro, era uma das grandes preocupações do New England Patriots. Mas, a meio da época, as áreas problemáticas são outras. O coordenador Dante Scharnecchia, depois de dois anos de ausência, decidiu que estar aposentado ainda não era para ele, regressou e resolveu os problemas principais no seu sector.

Na terça-feira, numa das raras ocasiões em que os treinadores-adjuntos são colocados ao dispor da comunicação social, Dante Scarnecchia falou pouco, mas disse o suficiente para ajudar a compreender o que se tem passado com a linha ofensiva, e também aproveitou para elogiar um dos seus pupilos, Marcus Cannon, um dos jogadores que tinha rubricado exibição apagada na tal final da AFC.

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Dante Scharnecchia começou por falar do grupo que orienta e indicou que "eles estão a trabalhar para serem melhores. Nunca critiquei o esforço despendido e a forma como trabalham nos treinos. Penso que estamos a progredir. Será que estamos onde queremos? Não. Estamos a chegar lá. Só o tempo dirá."

De seguida reconheceu que o grupo ainda não conseguiu demonstrar a regularidade que Scarnecchia pretende. 

"Honestamente, penso que temos tido altos e baixos," disse Dante Scarnecchia. "Temos tido jogos em que jogámos muito bem, e temos tido jogos, como há dois dias atrás [em Buffalo], em que não jogámos muito bem. Precisamos de encontrar o ponto de equilíbrio. O nosso barómetro é sempre, queremos sempre, ter um volume de jogadas corridas em todos os jogos, queremos avançar mais de 100 jardas, queremos ter uma média de quatro jardas por corrida. Esses são os nossos objetivos e conseguimos isso em alguns jogos, mas temos estado em altos e baixos…uma semana muito bem, outra semana nem tanto assim, temos que ser melhores do que isso e vamos trabalhar nesse sentido."

MARCUS CANNON DEU UM PASSO EM FRENTE

Depois da análise ao grupo, foi-lhe pedido que falasse do progresso registado por Marcus Cannon, para muitos uma das surpresas agradáveis neste grupo.  

A lesão de Sebastian Vollmer, que ainda não jogou, nem sequer treinou e muito possivelmente não jogará este ano, deu a titularidade aMarcus Cannon, jogador muito criticado em épocas anteriores. Mas, até ao momento o offensive tackle, uma escolha de quinta ronda no draft de 2011, [6 pés-5, 1,96 metros; 335 libras, 152 quilos] tem dado excelente conta do recado.

"O melhoramento que temos notado [em Marcus Cannon] surgiu este ano. Pedimos-lhe para jogar de forma diferente e fazer as coisas de forma diferente," explicou Scarnecchia. "Ele é um bom rapaz e realmente tenta fazer [tudo] à nossa maneira, e eu penso que ele tem registado grandes progressos. Ele tem melhorado ao longo desta temporada, e isso é tudo o que se pode pedir a qualquer jogador. Ele é um homem grande que se movimenta muito bem e usa as mãos muito melhor na proteção nas situações de passe. Ele pode ser uma grande força no jogo terrestre, por isso estou satisfeito com o momento que ele atravessa. Mas nenhum de nós está satisfeito, por isso continuamos a seguir em frente."

Tom Brady foi atingido várias vezes durante o jogo em Buffalo, pois os Bills registaram cinco sacks e conseguiram derrubá-lo várias outras vezes, mas não por culpa de Cannon, que não permitiu por uma única vez que Brady fosse atingido, não obstante ter sido obrigado a lidar com o linebacker Jerry Hughes.

Alguns jornalistas mencionaram que no primeiro drive Cannon conseguiu o bloqueio decisivo que concedeu a Tom Brady o tempo necessário para encontrar Danny Amendola para o primeiro* touchdown* do jogo. Dante Scarnecchia tomou nota e explicou porque motivo o melhoramento na técnica do jogo de mãos tem sido fundamental na subida de rendimento de Marcus Cannon.

"Ele não tem usado o seu comprimento, os braços dele são muito longos, mas ele não os usa da forma que um jogador que tem braços compridos deve fazer," explicou Scarnecchia. "Quanto mais ele conseguir manter os defesas [adversários] longe de si, em vez de permitir que eles se aproximem do corpo dele, melhor ele vai estar nos tackles.  

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"Parece-me que ele tem compreendido isso muito bem e tem aceitado, por isso se ele continuar a jogar dessa maneira, vai estar bem. E tem estado bem."

O ano passado foi bastante difícil e as lesões complicaram ainda mais a situação pois o coordenador da linha ofensiva foi obrigado a usar mais de uma dúzia de combinações de jogadores. Mas, na época em curso, nos últimos jogos, parte do sucesso desta unidade prende-se com o fato de Scarnecchia ter encontrado o grupo em que confia. Assim,Nate Solder, Joe Thuney, David Andrews, Shaq Mason, e Marcus Cannon são agora os titulares na linha ofensiva. Frente a Buffalo, por exemplo, Nate Solder (tackle esquerdo), Joe Thuney (guard esquerdo) e Shaq Mason (guard direito) estiveram em 69 jogadas ofensivas [snaps], e David Andrews (center) e Marcus Cannon (tackle direito) estiveram em 65, tendo sido retirados apenas no último* drive* porque o jogo já há muito estava decidido. Ted Karras e Cameron Fleming jogaram as quatro últimas snaps.

"A continuidade é extremamente importante," explicou Scarnecchia. "Quanto mais vezes se poder colocar os mesmos cinco jogadores lado a lado, a ver as mesmas coisas e a fazer as mesmas coisas, melhor vai ser."

E não há dúvida que tem sido melhor, pelo menos em comparação com o ano passado. Por isso, espera-se que os melhoramentos continuem a surgir, para que Tom Brady possa manter o rendimento sensacional registado até ao momento.

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