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Replay: Patriots Unfiltered Wed Jan 21 - 01:57 PM | Thu Jan 22 - 11:55 AM

🎙UPCOMING BROADCASTS - WEDNESDAY: 4 PM, DRAKE MAYE PRESSER

Michael Floyd fala à comunicação social

Foi tema de várias conferências de imprensa durante a semana, pois a sua situação foi apresentada a colegas de equipa e elementos da equipa técnica. Na sexta-feira foi a vez de Michael Floyd enfrentar um batalhão de jornalistas e finalmente comentar o incidente que o trouxe até Foxboro.

Até agora ainda não tinha sido colocado ao dispor dos jornalistas. Por isso, nos primeiros dias da semana, estes tentaram obter opiniÔes dos colegas de equipa e também da equipa técnica sobre o que pensavam de Michael Floyd e do incidente da semana passada que resultou na sua dispensa por parte do Arizona Cardinals e subsequente mudança para o New England Patriots.

Finalmente, depois da conclusão do treino de sexta-feira, Michael Floyd disponibilizou-se para falar à comunicação social.

Saliente-se que a situação de Michael Floydtem sido tema constante durante toda a semana nos vårios programas de linha aberta nas duas estaçÔes de rådio da zona de Boston que falam exclusivamente de desporto, e também nos programas desportivos da televisão na årea da grande Boston.

O vídeo filmado pela polícia por altura da sua detenção no passado dia 12 em Scottsdale, no Arizona, foi distribuído a meio da semana e mostrou o jogador adormecido ao volante do carro, parado num semåforo. Diga-se que não são imagens simpåticas.

AS EXPLICAÇÕES DE MICHAEL FLOYD

O jogador esperou calmamente que todos ligassem os seus gravadores e fez uma declaração antes que fossem colocadas quaisquer questÔes.

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"Eu quero apenas começar por dizer que compreendo que o que aconteceu na semana passada foi na semana passada," disse Floyd. "Estou entusiasmado pela minha oportunidade aqui e por ser um Patriot e [estar] com um grande grupo de rapazes, um grande grupo de treinadores e uma organização que só trata bem as pessoas."

Quando lhe perguntaram como tĂȘm sido os dias desde o incidente e a dispensa do Ășnico clube que conhecera na NFL,Michael Floydrespondeu que estĂĄ a tentar "nĂŁo pensar nisso. Os treinadores e os jogadores da equipa [estĂŁo] a tentar manter-me focado, e eu estou a manter-me concentrado na tarefa que tenho nas mĂŁos, que Ă© jogar no sĂĄbado e preparar-me para isso. Foi isso que tenho feito atĂ© agora."

Vårios jornalistas quiseram saber como é queMichael Floyd se tinha metido numa situação daquelas.

"Penso que todos nĂłs cometemos erros na nossa vida," foi a resposta dada. "Agora trata-se de aprender com os erros. Penso que eu nĂŁo poderia estar numa melhor posição, agora com esta equipa. Os jogadores que eles tĂȘm cĂĄ, mantĂȘm-me focado e a trabalhar arduamente."

"Eu penso que, com esta organização, trouxeram-me para cå e parece que jå cå estou hå quatro ou cinco anos. Nada mudou mesmo, aqui é como uma espécie de lugar controlado pela família."

Este foi um tema que Michael Floyd repetiu.

"Estou entusiasmado por ser um Patriot e estar aqui," disse Floyd. "Estou entusiasmado. Não poderia estar num lugar melhor. Chegar a uma equipa nova, vejo como é que eles fazem as coisas e como abordam as situaçÔes, e como estão sempre a ganhar. Estou grato por estar aqui numa equipa vencedora."

A concluir, reconheceu que teve sorte por ter vindo para os Patriots, uma organização com raízes profundas na comunidade, pelo que para si "agora, individualmente, é só aprender e seguir em frente. Isso é o que escolhi fazer."

A Ășltima pergunta foi direta ao assunto. Por que motivo decidira conduzir quando estava naquela situação?

"É uma escolha," respondeu Floyd. "A Ășnica coisa que posso Ă© fazer Ă© aprender com isso e seguir em frente."

Os Patriots esperam que as respostas fornecidas porMichael Floyd possam colocar um ponto final na situação, pois normalmente não são permitidas no balneårio distraçÔes relacionadas com incidentes, como é o caso, que nada tenham a ver com o football.

O QUE DISSERAM OS NOVOS COLEGAS DE EQUIPA

A temporada estå numa fase decisiva, pois os Patriots pretendem acabar com o melhor palmarés para assegurarem que os dois jogos dos play-offs sejam disputados no Gillette Stadium, evitando assim a repetição do que aconteceu em Janeiro.

Por isso qualquer distração decididamente não é bem-vinda.

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"Eu penso que Ă© algo que o treinador (Bill) Belichick prega: 'Para os jogadores, falem por vĂłs prĂłprios,'" disse o safety Devin McCourty, um dos capitĂŁes de equipa, durante a sua conferĂȘncia de imprensa. "NĂŁo hĂĄ nada que eu possa comentar ou dizer sobre [a situação de Michael Floyd]. Resume-se tudo a ver se nos ajuda a ganhar um jogo de football, ou se nĂŁo ajuda a ganhar um jogo de football. Obviamente, eu penso que para nĂłs como jogadores, o nosso objetivo Ă© estar preparado para jogar no sĂĄbado, e isso Ă© algo em que nĂłs temos que estar focados. 

"Penso que se tu começas a falar sobre as distraçÔes e coisas diferentes, ficas desprevenido e isso torna-te incapaz de te preparares bem, e depois vais para o campo e perdes um jogo, penso que isso é o que realmente te prejudica."

Por sua vez Matthew Slater, outro dos capitĂŁes de equipa, salientou que "hĂĄ muitas coisas que as pessoas irĂŁo dizer e fazer e emitirem opiniĂ”es fora deste edifĂ­cio, e nĂłs tentamos ignorar isso da melhor forma possĂ­vel, pois isso realmente nĂŁo tem qualquer influĂȘncia sobre quem somos e como nĂłs tratamos dos nossos assuntos diariamente."
"Por isso, nĂłs tentamos bloquear esse ruĂ­do o melhor que pudermos, concluiu Matthew Slater. "Obviamente, algumas coisas vĂŁo sair para fora de vez em quando, mas eu acho que o treinador [Bill Belichick] faz um Ăłtimo trabalho a reconcentrar-nos, vivendo apenas o dia-a-dia e fazendo o que precisamos fazer para cuidar dos nossos trabalhos."

Jå Tom Brady, na sexta-feira ao fim da manhã, disse: "eu não estou focado em nada disso. Quer dizer, eu não tomo decisÔes desse género. Estou apenas a tentar focar-me naquilo que tenho que fazer esta semana e se isso for tentar trabalhar com coisas de football com certos jogadores, é isso que eu vou fazer."

Curiosamente, o treinador do adversĂĄrio de sĂĄbado, o New York Jets, foi durante dois anos coordenador ofensivo dos Cardinals, onde trabalhou com Michael Floyd.

"Estive com o [Michael] Floyd dois anos, sim," confirmou Todd Bowles. "Ele consegue descer no campo e saltar mais alto para agarrar os passes longos. Ele Ă© um receiver muito bom. Trabalhou arduamente enquanto eu lĂĄ estive. O Mike e eu tĂ­nhamos um bom relacionamento e desejo-lhe tudo de bom."

Bowles acrescentou ainda que Michael Floyd"Ă© muito inteligente", e que o plano de jogo estĂĄ preparado para a eventualidade do seu antigo pupilo fazer a estreia pelos Patriots no sĂĄbado.

"Sim, estamos a preparar-nos para ele," confirmou Bowles. "Eles tĂȘm alguns bons receivers, por isso compreendo se ele nĂŁo jogar. E compreendo se o fizer. Vai ser difĂ­cil passar Ă  frente dos jogadores que eles tĂȘm colocado a jogar."

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Obviamente nĂŁo hĂĄ garantias de que Floyd vĂĄ a jogo frente aos Jets, pois Bill Belichick limitou-se a dizer que "vamos tentar, mas eu nĂŁo sei. Teremos que ver como as coisas correm."

JĂĄ Josh McDaniels, o coordenador ofensivo dos Patriots, mostrou-se mais otimista.

"Ele [Floyd] fez um bom trabalho [nos treinos], ele tem uma grande atitude, por isso estamos ansiosos por vĂȘ-lo nos treinos para que ele se possa adaptar realmente aos outros [colegas]," disse Josh McDaniels. "Gosto da sua atitude e da sua abordagem. Ele estava entusiasmado e animado para estar aqui, e estamos felizes por estar connosco."

TOM BRADY ANALISA AS POSSIBILIDADES PARA MICHAEL FLOYD

Após o final do treino de sexta-feira, no diålogo com a comunicação social, Tom Brady falou do seu novo colega de equipa, mas apenas sobre questÔes relacionadas com o football.

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Brady começou por dizer que tem trabalhado com Michael Floyd durante a semana "tanto quanto podemos. Ele só estå cå hå um curto período de tempo, por isso hå muito tempo perdido para recuperar, especialmente para ele como receiver no nosso ataque, mas ele estå a trabalhar arduamente nesse sentido."

Tom Brady reconhece as dificuldades que Michael Floyd vai encontrar para poder enquadrar-se no sistema de jogo da equipa e na coordenação das jogadas com o seu* quarterback*.

"Penso que Ă© tudo uma questĂŁo de tempo," afirmou Brady. "NĂŁo penso que seja uma coisa fĂĄcil de fazer, de maneira nenhuma. É por isso que a Ă©poca baixa Ă© tĂŁo valiosa, para fazer esse trabalho. Estamos muito adiantados na temporada, mas vamos fazer as coisas em que ele tem confiança, e que os treinadores estejam confiantes que ele pode fazer bem, e vamos ver se conseguimos fazer algo positivo."

A concluir um dos jornalistas quis saber se Tom Brady estava entusiasmado por poder trabalhar com um receiver assim tão alto e forte [6 pés-2, 1,87 metros, e 220 libras, 100 quilos].

"NĂłs temos acrescentado jogadores diferentes como o Steven Jackson na ponta final da Ășltima temporada, e tentamos – eu penso que nĂłs adicionamos jogadores diferentes em alturas diferentes," respondeu Brady. "Nunca se sabe o que vai acontecer e nĂŁo quero prever o que vai acontecer porque realmente nĂŁo se sabe. Espero que sejam muitas jogadas completadas. Isso Ă© o que todos desejam."

O contrato de Michael Floyd acaba no fim da temporada, por isso o seu futuro, em termos de football, vai depender muito das exibiçÔes que conseguir nestes dois Ășltimos jogos e nos play-offs.

Uma escolha de primeira ronda do Arizona Cardinals no draft de 2012, Michael Floyd poderå ser arma importante para Tom Brady, pois tem características muito diferentes dos restantes receivers *dos Patriots, sendo conhecido como ameaça nos passes longos. Nas cinco temporadas que esteve em Arizona acumulou 23 *touchdowns, 3.739 jardas e 242 receçÔes, com uma média de 15,5 jardas por receção. Um desses touchdowns surgiu no primeiro da temporada, contra os Patriots, quando ultrapassou Malcolm Butler.

E, claro, com a lesĂŁo de Danny Amendola, os Patriots tĂȘm presentemente apenas trĂȘs receivers, pelo que qualquer ajuda que Michael Floyd possa dar ao ataque serĂĄ bastante importante.

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