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Patriots Replay Tue May 26 | 02:00 PM - 11:59 PM

O impacto de mais dois cortes

Os comunicados dos Patriots informaram apenas que o center Bryan Stork, de 25 anos, foi enviado para o Washington Redskins em troca de um lugar não divulgado no draft do próximo ano, e o wide receiver Nate Washington foi dispensado.

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Mas, a saída destes dois jogadores tem implicações no futuro de vários outros. Em relação a Stork, que originalmente foi escolhido na quarta ronda do *draft *de 2014, vindo da Universidade Estadual da Florida, as dúvidas sobre a sua continuidade existiam há já algum tempo.

O ano passado Stork falhou os primeiros 10 jogos devido a lesão, permitindo que Bryan Andrews, que fora ignorado no draft e por isso assinara com os Patriots como um undrafted free agent, fosse titular na parte inicial da época. Mas, quando Stork recuperou da lesão, Andrews foi para o banco.

Este ano, com o regresso do treinador de linha Dante Scarnecchia, foi declarado que o lugar estava em aberto e quem mostrasse mais serviço durante os vários estágios seria o titular. Assim, os dois foram alternando a participação nos exercícios, um dia cabia a vez a Andrews, no dia seguinte treinava Stork.

Até que Stork foi obrigado a falhar alguns treinos devido a uma contusão cerebral, a quarta que sofreu em quatro anos. Pouco depois foi expulso do treino de conjunto frente aos Bears e a partir daí Andrews, que parece ser o preferido de Tom Brady, passou a ser a primeira opção.  

No entanto, tudo indicava que, devido à sua versatilidade, que lhe permite jogar em várias posições, Stork conseguiria segurar um lugar no plantel, mesmo perdendo a titularidade, especialmente devido às lesões do guard Shaq Mason e do tackle Sebastian Vollmer.

A troca com Washington alterou tudo, pelo que Andrews vai ser titular e provavelmente o guard Josh Kline será o seu suplente.

Paralelamente, a saída de Stork abre as portas a vários outros jogadores, principalmente a alguns mais jovens. O rookie Joe Thuney continua a impressionar.

"O Joe (Thuney) tem feito um bom trabalho com o que lhe temos dado," disse o técnico Bill Belichick. "A certa altura sentimo-nos confortáveis no que lhe estávamos a dar, eu diria de forma temporária, não permanente. Mas ele tem lidado bem com isso, como tal eu penso que ele está certamente a caminhar no sentido de conseguir assegurar algo [um lugar no plantel], a certa altura. Acho que não estamos lá ainda, mas penso que ele está a aproximar-se disso. Ele teve uma boa pré-temporada; uma boa primavera."

Marcus Cannon foi outro dos elementos da linha ofensiva que melhorou a sua posição nos últimos dias.

"Sim, ele tem tido um bom estágio," confirmou Bill Belichick. "Tem jogado noutras posições, pode jogar noutras posições, mas penso que [right tackle] é a sua melhor posição."

Esta versatilidade de Cannon, que lhe permite jogar em várias posições, demonstrando assim uma variedade de capacidades, tem agradado ao seu treinador.

"Devido à sua capacidade atlética, à sua inteligência, à sua versatilidade, muitas vezes era ele que mudávamos. Mas, penso que agora o temos no lugar certo," acrescentou Bellichick, que já o elogiara depois do jogo de preparação frente aos Bears.

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Tal como Thuney, Ted Karras é um rookie que luta por um lugar no plantel. E graças à sua versatilidade e capacidade para jogar em vários lugares também ele parece ter feito o suficiente para impressionar o seu treinador.

"Sim, não acho que isso [mudar de lugares] seja um problema," disse Belichick. "Ele é um rapaz esperto. Ele já fez isso antes. Ele jogou nos dois lugares [guard e center]. Ele tem feito isso desde o primeiro dia, tem cá estado nos OTA's, no mini-estágio e no estágio (training camp). Tem participado em muitos exercícios tanto a guard como a center."

Embora reconheça que Karras ainda tenha "muito para aprender e um longo caminho a percorrer", Belichick considera que o jovem "tem conseguido lidar com a combinação dessas posições, tanto do ponto de vista físico como em termos de aprendizagem. Acho que não tem sido um problema."

Na parte inicial do estágio, a titularidade na linha ofensiva pertenceu a Nate Solder, Joe Thuney, David Andrews, Shaq Mason e Marcus Cannon, com o segundo grupo a consistir de LaAdrian Waddle, Ted Karras, Josh Kline, John Halapio e Cameron Fleming.

Com todas estas opções, e possivelmente também para evitar alguns conflitos, Stork foi considerado dispensável. 

Luta a wide receiver continua em aberto 

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É uma questão de números. Há muitos candidatos para poucas vagas na posição de wide receiver e como Nate Washington, que falhou vários treinos devido a lesão, não conseguiu mostrar serviço, a equipa técnica entendeu dispensá-lo para poder dar mais oportunidades aos outros *receivers *que estão a lutar por uma única vaga.

Washington, que faz 33 anos no domingo, assinou contrato por um ano e recebeu $60.000 como bónus de assinatura durante o defeso pois a equipa técnica queria uma presença veterana entre os receivers. Nas primeiras 10 temporadas --chegou à NFL em 2006 quando assinou pelo Pittsburgh Steelers-- falhou apenas dois jogos, mas a lesão que ditou o afastamento da parte inicial do estágio condenou-o ao fracasso. No jogo da passada quinta-feira não esteve em campo para nenhuma jogada enquanto Jimmy Garappolo dirigiu os titulares.

Segundo a maioria dos observadores, Julian Edelman, Danny Amendola, Chris Hogan e Malcolm Mitchell têm lugar praticamente garantido no plantel pelo que os restantes candidatos lutam por uma só vaga.  

Matthew Slater, que decerto fica como special-teamer, complica ainda mais a situação para: Keshawn Martin, Aaron Dobson, Chris Harper, DeAndre Carter e Devin Lucien. 

Ainda não se sabe se Amendola, presentemente na lista physically unable to perform, irá recuperar a tempo de iniciar a temporada, e Mitchell, lesionado num ombro, também ainda não regressou aos treinos, sendo assim possível que haja duas vagas a preencher para 11 de Setembro, data em que os Patriots abrem a época em Arizona. Martin e Dobson aparentam estar em vantagem nesta disputa, e assim sendo as suas atuações nos dois jogos de preparação serão decisivas, o que ajuda a compreender a dispensa de Washington. Nesta fase de preparação, muito simplesmente não há espaço para muitas experiências, é necessário dar o maior número de oportunidades aqueles que ainda têm hipóteses de agarrar um lugar

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