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Patriots Unfiltered Tue May 26 | 11:55 AM - 02:00 PM

Trabalho coletivo, com contribuição das três fases, na vitória sobre Houston

Quando se confirmou que o quarterback Jimmy Garoppolo não recuperara da lesão e por conseguinte não iria jogar, empurrando assim Jacoby Brissette para a titularidade, a primeira inclinação foi pensar que teria de ser a defesa a fazer a maior parte do trabalho para que os Patriots conseguissem ganhar o jogo frente aos Texans. Mas, o desacerto da segunda parte frente a Miami e a ausência de Dont'a Hightower criaram muitas dúvidas, de tal forma que Houston acabou por ser considerado favorito em muitos sectores, não obstante o jogo ser disputado em Foxboro.

Ora, para o treinador Bill Belichick as ausências não podem ser desculpas e servem apenas para proporcionar oportunidades para quem jogar e também para desafiar a criatividade da equipa técnica. A chave para as vitórias nunca poderá estar num só sector, mas sim nas chamadas três fases do jogo e na quinta-feira à noite ficou demonstrado uma vez mais que esta sua maneira de pensar faz todo o sentido.

Assim, a defesa registou exibição dominante, pois anulou por completo o ataque dos Texans, que precisou de 44 minutos para finalmente entrar no meio-campo dos Patriots. E ainda lhe sobrou tempo para registar uma interceção, por Jamie Collins, que proporcionou uma oportunidade adicional ao ataque.

O ataque, embora sem registar estatísticas espetaculares, marcou 27 pontos frente a uma defesa que era a terceira menos batida à entrada neste jogo.

Finalmente as equipas especiais brilharam em dois aspetos distintos, provocaram dois* fumbles, *turnovers que deram a bola ao ataque em excelente posição para marcar, o primeiro na linha de 22 jardas de Texas, o segundo na linha de 21 jardas. Em ambos os casos, o ataque conseguiu touchdowns, o primeiro por Jacoby Brissett, o segundo por LeGarrett Blount. Portanto, 14 pontos graças ao empenho das equipas especiais.

O segundo aspeto, igualmente importante, da exibição das equipas especiais esteve nos punts *de Ryan Allen. Fez sete, com uma média de 47,6 jardas, mas o mais importante foi o fato de seis desses *punts terem sido parados atrás da linha de 16 jardas dos Texans. Nenhum foi retornado, pelo que os Patriots ganharam com facilidade a batalha do chamado field position, posição de arranque dos drives

Destaque das equipas especiais

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O punter Ryan Allen foi muito elogiado pelos colegas e por Bill Belichick.

"Foi incrível," disse Matthew Slater quando se referiu ao impacto dos punts de Allen. "Eu acho que eles não tiveram qualquer jarda nos retornos. Foi sempre fair catch por isso não posso dizer bem bastante sobre o que ele [Allen] fez esta noite. Eu sei que ele estava a sentir-se bem, e sei que ele estava ansioso por fazer um grande jogo, e acho que fez exatamente isso."

"[As equipas especiais foram] tremendas, tremendas," acrescentou Bill Belihick. "A nossa posição em campo (field position) foi fenomenal. Parecia que eles tinham que ir 90 jardas cada vez que recebiam a bola. A nossa equipa de kickoffs, uma vez mais, esteve em grande na luta pela posição em campo; [criou] dois turnovers. É uma unidade muito agressiva."

"Penso que [os treinadores do grupo] o Joe [Judge] e o Bubba [Ray Ventrone] têm feito um grande trabalho. Há muita liderança naquele grupo, muito orgulho. Estivemos bem nos punts, fizemos boa cobertura, tivemos algumas oportunidades nos retornos, convertemos as nossas oportunidades de marcar. Todo o grupo das equipas especiais, a equipa técnica, fizeram um trabalho tremendo esta noite. Obviamente precisávamos disso esta noite e eles realmente corresponderam."

Ryan ficou satisfeito com os elogios, e salientou que o trabalho do punter pode contribuir para o sucesso da equipa.

"Por vezes uma só jogada, quer seja no ataque, na defesa ou nas equipas especiais, pode alterar a forma como o jogo decorre," explicou Allen. "Tanto os espectadores como os jogadores conseguem notar quando o jogo muda, por isso se nós conseguirmos ter contribuído para criar essa mudança no jogo, ou manter o jogo a nosso favor, eu sei que isso é uma ajuda imensa para as outras duas fases do jogo, o ataque e a defesa, por isso [a nossa contribuição] é muito importante."  

Em relação ao fato de não ter havido retornos, e de seis dos seus punts terem caído dentro da linha de 15 jardas do adversário, Allen considera que "é muito situacional. Parte do sucesso é a field position, o posicionamento no terreno, se o ataque nos levar até perto da linha de meio campo, isso dá-nos uma oportunidade de fazer recuar o ataque deles. Se eles não fizerem isso e nós estivermos perto da nossa linha final, da end zone, mesmo que o punt seja longo, 50 ou 60 jardas, no retorno eles ficam perto da linha de meio campo."

"Recuperar os fumbles foi enorme. Nunca joguei por nenhuma outra equipa, mas aqui nós fazemos muito trabalho com as equipas especiais," disse Devin McCourty. "Temos muitas reuniões, temos jogadores como Matt Slater, Steve Gostkowski, Nate [Ebner], esses rapazes são os líderes nas equipas especiais e eles é que fazem os outros andar. Eles deixam a rapaziada saber onde precisa de estar. [Brandon] Bolden rompeu a cobertura e provocou aquele primeiro fumble – é uma atitude que [é preciso ter para] jogar em equipas especiais."

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"Tivemos muitos jogadores que jogaram bem; muitos que jogam bem nessa fase do jogo. E isso é o que é preciso. Ninguém sozinho consegue cobrir os kicks," acrescentou Bill Belichick. "Temos que ter a equipa inteira a fazer isso. Tem de ser coordenado."

Para o capitão do grupo, Matthew Slater "foi uma vitória da equipa. Eu acho que em cada fase do jogo, fizemos o que precisávamos fazer para sair com a vitória, mas obviamente, estou muito orgulhoso da maneira como jogamos no kicking game. Passamos muito tempo a fazer isso e quase nunca recebemos crédito por isso, pois só estamos em campo para meia dúzia de snaps (jogadas), mas numa noite como esta noite quando as coisas correm bem e o Clay [Harbor] e o Brandon [Bolden] e o Nate [Ebner] fazem jogadas assim, é muito importante para a nossa equipa."

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