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As lesões e Os Seus Efeitos para Jimmy Garoppolo

"É mesmo preciso ter azar" deverá ter dito Jimmy Garoppolo quando foi informado que aqueles três colegas, peças importantes no ataque, não vão estar disponíveis para o jogo inaugural frente ao Arizona Cardinals. É que a sua ausência afeta duas área importantes, retira do jogo uma das armas principais e complica a sua proteção frente a um dos front seven mais temíveis da NFL.

O que os fãs pedem a Garoppolo é simples: não cometa erros que resultem em turnovers, muito menos em turnovers que resultem em pontos para os Cardinals.

Sabendo isso, conhecendo a enorme pressão que tem sido criada pelo fato de Garoppolo fazer a sua estreia a titular em substituição do suspenso Tom Brady, calcula-se que os Cardinals passem grande parte da noite em blitzs nas descidas em que Garoppolo seja obrigado a passar. Por norma, os jovens quarterbacks sentem dificuldades em ler ou antecipar blitzs. 

A situação torna-se ainda mais complicada dentro da chamada zona vermelha, a red zone, e é aí que mais se sentirá a ausência de Rob Gronkowski. 

Nas duas últimas temporadas, Gronkowski esteve envolvido em 136 jogadas dentro da red zone e foi o alvo em 35 delas, tendo conseguido 22 receções e 16 touchdowns. Ninguém na NFL se aproxima desses números.

Além disso, é do conhecimento geral que a cobertura feita a Gronkowski por norma denuncia o sistema defensivo a utilizar, pois quando a cobertura é feita por um linebacker será homem-homem, mas se for um cornerback passa a ser à zona.

De qualquer forma, Bill Belichick e a restante equipa técnica têm quase sempre resposta para tudo, ou quase tudo, e primam por neutralizar os pontos fortes do adversário ao mesmo tempo que conseguem esconder os pontos fracos da sua equipa.

Para colmatar a ausência de Gronkowski, os Patriots esperam uma resposta positiva de Martellus Bennett, uma das principais aquisições do defeso, com AJ Derby, que foi líder na pré-temporada com 15 receções e 189 jardas, provavelmente a atuar no lado oposto.

Outra opção será a utilização de três receivers, pois para além de Danny Amendola e Julian Edelman, que parecem estar recuperados das lesões que os obrigaram a falhar grande parte da fase de preparação, há a ter em conta Chris Hogan, o reforço vindo de Buffalo e que mostrou ligação com Garoppolo durante os jogos da pré-temporada. Aqui a estratégia passa pelos passes curtos e rápidos que minimizam o impacto dos blitzs e exploram algumas vulnerabilidades na secundária dos Cardinals, o tipo de ataque que decerto incluirá os passes para o running back James White. 

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O All-Pro Patrick Peterson é o principal *cornerback *dos Cardinals, mas do outro lado estará o caloiro Brandon Williams, jovem que jogou naquela posição durante apenas um ano na Universidade Texas A&M e sentiu imensas dificuldades na cobertura homem-a-homem durante a pré-temporada.

Quando lhe perguntaram se considerava que Williams está pronto para o jogo, o técnico Bruce Ariansdos Cardinals limitou-se a dizer: "ele é o melhor que temos, era bom que estivesse."

Outra possibilidade ainda será o chamado hurry-up tempo, tática em que o ataque realiza as jogadas de forma continua e rápida, impedindo assim a defesa de efetuar substituições e provocando igualmente um maior desgaste no sector defensivo. Jimmy Garoppolo usou esse sistema frente aos Bears e mostrou sentir-se confortável com ele.

E há ainda a opção de apostar fortemente no jogo corrido.

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LeGarrette Blount será o corredor principal. Com 250 libras (113,3 quilos) de peso, Blount é uma arma quase irresistível por vezes, mas para isso será necessário que alguém consiga criar espaços, pois quando está embalado é muito difícil de derrubar. O fullback James Develin normalmente é muito ativo neste tipo de jogo corrido e até mesmo a forma como Cameron Fleming é utilizado pode dar uma indicação sobre a estratégia atacante, já que por vezes Fleming é utilizado como tight end, mas com a função principal de bloquear.

No entanto, Arizona o ano passado foi a sexta melhor equipa a defender o jogo corrido, permitindo apenas escassas 91 jardas por jogo, graças principalmente às actuações do nose tackle Corey Peters e do defensive end Calais Campbell

Uma das grandes vantagens de Garoppolo é que o adversário sabe muito pouco a sua respeito e às suas tendências. As defesas na NFL costumam preparar-se com base nas filmagens dos jogos, mas no caso de Garoppolo pouco há para ver, pois ele só participou em cerca de 250 jogadas, snaps, nos seus três anos com os Patriots. E destas, só 78 ocorreram em jogos a valer, 18 no terceiro período, 60 no quarto, muitas delas em alturas em que os jogos já estavam decididos.

Por isso Arizona pode apenas tentar calcular que os Patriots vão manter o mesmo estilo de ataque, o que poderá, ou não, vir a acontecer. 

Quem substitui Solder e Cooper

O grande problema poderá portanto estar na proteção que a linha ofensiva terá de prestar a Garoppolo. As ausências agora anunciadas de Nate Solder e Jonathan Cooper, a juntar à de Sebastian Vollmer, o tackle ofensivo que poderá mesmo falhar toda a temporada, transformam a linha ofensiva dos Patriots num grupo potencialmente talentoso, mas que ainda não foi posto à prova. E este primeiro jogo vai mesmo ser um teste de fogo porque os Cardinals têm um dos melhores* front seven* da liga.

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Solder era peça fundamental porque protege o chamado 'lado cego', aquele que o quarterback normalmente não vê por estar a analisar a defesa adversária antes de enviar os passes. 

Tudo indica que Cameron Fleming, na sua terceira temporada, vai substituir Solder, mas LaAdrian Waddle também é opção, e há ainda a possibilidade da escolha recair em Joe Thuney.

No que se refere a Cooper, as duas opções parecem ser Shaq Mason, que tem estado lesionado numa das mãos, ou Ted Karras, uma escolha de sexta ronda no *draft *deste ano.

Sejam quem forem os escolhidos, o certo é que com um quarterback inexperiente, a linha ofensiva tem de estar ao seu melhor nível, pois Garaoppolo precisará de algum tempo para tentar decifrar a defesa adversária.

"O nosso trabalho é estar em campo e proporcionar-lhe tempo [suficiente] para ele completar as jogadas," reconheceu o *center *David Andrews.

Para os fãs dos Patriots, há que ter esperança em que Bill Belichick consiga ultrapassar esta ausência de Tom Brady da mesma forma que o fez em 2008, quando foi obrigado a depender de Matt Cassel, inexperiente quarterback que na altura tinha apenas tentado 39 passes nas suas três primeiras temporadas com os Patriots. Com ele no comando do ataque, os Patriots conseguiram 11 vitórias, embora isso não tenha sido suficiente para conseguir o apuramento para os playoffs.

Entretanto, há a salientar que os Patriots têm sido quase perfeitos nos jogos de abertura, pois desde 2004 só perderam uma vez, em 2014, 33-20, frente aos Dolphins.

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